TÊTE-Á-TÊTE COM A MORTE



 TÊTE-Á-TÊTE COM A MORTE

Ó Morte, que insistes em te vangloriares, onde está afinal essa tua glória que tanto apregoas?

Ó Morte, que conquistastes para ti uma época em que és celebrada, enganosamente ganhaste adeptos que te celebram, mas não te esqueças que já foste derrotada.

Ó Morte, que tão subtilmente desfilas com tom de brincadeira, mas tão ferozmente cancelas a vida e aprisionas corações, será que te esqueceste que teus dias estão contados?

Claro que sabes muito bem, afinal a tua derrota foi pública e bem pública, se te esqueceste eu quero te lembrar... 

Ó Morte, numa coisa tu és talentosa, tens um talento inato em enganar, são tantos os que tem caído nos teus enganos, és perigosa e maliciosa... ah mas eu conheço-te bem, sei de onde viestes.

Ó Morte, fico perplexa como ano após ano a tua influência tem crescido, observo aqueles que te celebram e penso comigo mesma: " Ah se tu ao menos soubesses ..." mas muitos não sabem, outros nem querem saber. Ludibriastes os seus pensamentos, embriagastes os seus corações. Grandes proezas tens conseguido pois és celebrada até por aqueles a quem provocastes dor dilacerante. Ah eu já experimentei essa dor, sei bem o que és capaz de fazer... em um só segundo retiras de nós aqueles que amamos. Jamais te celebrarei, jamais me alegrarei com a tua presença. Aguardo ansiosa pelo dia que serás totalmente destruída, ah e esse dia está a chegar. Mas não te esqueças a tua derrota já começou, quero te relembrar. 

Ó Morte, eu sei bem quem tu és, tu és a lembrança que um dia eu falhei por completo o propósito, és a lembrança do quão miserável eu sou e por isso jamais te celebrarei. O teu nome me provoca vergonha, vergonha de mim mesma porque tu és o pagamento dos meus atos mais desprezíveis. Ser confrontada contigo é ser confrontada com meus atos, pensamentos e sentimentos ocultos.

Sim o pecado tem os bolsos cheios de ti, e tu nunca lhe faltas. Mas Morte, ó morte eu relembro-te da Cruz, relembro-te daquele que a ti se entregou em meu lugar, relembro-te do seu sangue jorrado, ah morte eu relembro-te do terceiro dia, eu relembro-te da pedra que rolou, os lençóis abandonados, a voz no jardim, ó morte eu relembro-te do Cristo, o Cristo ressurreto, sim aquele que morreu, sim esse mesmo que te derrotou, ah...foste vencida, não tens mais a última palavra, ELE RESSUSCITOU.

Ah eu me alegro, eu me alegro tanto. Mas eu te deixo com esta pergunta:

Onde está ó morte a tua vitória, onde está ó morte o teu aguilhão? 

JESUS RESSUSCITOU

Eu celebro a derrota da morte, e a esperança da vida eterna.

A Ele a Honra, a Glória, e o Louvor, para todo o Sempre.

Sara Rosa

Créditos Foto: Foto de Mitja Juraja no Pexels

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